In partnership with

Essa edição é patrocinada pela StoreClaw. Conheça 👆

🦃Edição ESPECIAL - Escrita por Evandro da NEOP - Aproveite!

Hoje, a Dose de Coragem abre espaço para uma conversa diferente.

Já falamos por aqui sobre a coragem para empreender: tirar uma ideia do papel, enfrentar o medo e colocar um produto no mundo.

Mas existe outra coragem, menos comentada.

A coragem de olhar para aquilo que você construiu e admitir: “Isso não está mais me fazendo bem.”

É sobre essa coragem que queremos conversar hoje.

Convidei o Evandro da NEOP para trazer uma reflexão provocadora sobre sucesso, trabalho e presença.

Porque talvez exista uma pergunta mais importante do que: “Quanto você está faturando?”

“Você ainda tem paz para aproveitar aquilo que conquistou?”

Afinal, sucesso sem paz pode ser apenas um fracasso bem remunerado.

Boa leitura.

SUCESSO SEM PAZ É APENAS UM FRACASSO BEM REMUNERADO

Ele era o retrato perfeito do sucesso que ninguém deveria desejar.

No papel, a vida era impecável.

Tinha uma agência sólida, clientes de nome e um faturamento que fazia os olhos dos outros brilharem.

Mas, na vida real, ele era apenas um fantasma operando uma máquina de moer gente, começando por ele mesmo.

Ele dormia mal, antecipando os incêndios que teria que apagar e as reuniões com pessoas que não suportava, mas era obrigado a sorrir para manter o caixa fluindo.

"Como eu odeio a segunda-feira", pensava ele, enquanto encarava o teto no escuro da madrugada.

O negócio que ele tanto gostava no início, onde resolver problemas era um prazer, deixou de ser divertido.

Ele se viu cercado por projetos sem sentido e clientes ruins que drenavam cada gota de entusiasmo. Estava sendo engolido vivo pela infiltração de escopo.

Para quem não conhece o termo, é o câncer silencioso dos serviços. É quando o cliente pede um ajuste "rapidinho" ou uma "coisinha simples" fora do contrato, você aceita para não perder a conta, e em pouco tempo o que era um favor vira regra. A exceção vira escravidão. Você trabalha o dobro e recebe o mesmo.

Eram 12, 14 horas de trabalho por dia, inclusive nos fins de semana.

E quando ele tentava desligar o cérebro, o ambiente não ajudava. Um vizinho fazia um barulho infernal, um ruído constante que impedia qualquer chance de recuperação. Não havia refúgio, nem no trabalho e nem no descanso.

Entenda, a vida não é um morango. O trabalho exige esforço, suor e um nível de dedicação. Isso é lógico. Mas trabalhar 14 horas por dia em algo que não é divertido, é osso! Era um esforço que não gerava nada além de um faturamento que ele já nem tinha mais saúde para aproveitar.

A AUSÊNCIA QUE NÃO É FÍSICA

A parte mais pesada da rotina dele não era sobre boletos.

Era sobre a total ausência de presença. E não se engane, a falta de presença não era apenas com a família.

Ele estava ausente no próprio trabalho. Ele até ficava atento aos problemas e respondia os e-mails, mas não havia mais envolvimento. O corpo executava, mas o coração estava em outro lugar.

No passado, ele amava o café da manhã em família, as piadas e a leveza.

Mas o estresse o transformou num sujeito azedo.

Ele se tornou uma nuvem carregada que entrava em casa e fazia todo mundo buscar abrigo.

Ele era o cara que trazia o dinheiro, mas era também um estranho que ocupava um lugar na mesa sem estar realmente lá. O intelecto estava no trabalho, mas a alma estava dando berros em outro planeta.

O ápice do isolamento aconteceu numa segunda-feira.

Ele chegou para almoçar às duas da tarde, exausto.

Quando entrou na cozinha, viu o prato em cima da mesa, coberto com uma tampa de plástico.

A família já tinha seguido a vida. Eles tinham almoçado e rido sem ele. Naquele momento, ele percebeu que era apenas uma sombra da rotina daquelas pessoas.

Ele deu duas garfadas naquele arroz frio e sentiu um nó na garganta.

Largou o garfo e foi para o banheiro.

O VERDITO DO ESPELHO

Naquele banheiro, ele jogou água no rosto, mas não teve coragem de olhar no espelho.

Ele tinha medo do que veria nos próprios olhos.

Estava cansado e estressado, mas a dor era mais profunda.

Ele sentiu que não tinha mais foco, não tinha mais tesão.

A diversão tinha sido trocada pela obrigação de manter uma estrutura que o consumia.

Foi ali, com o rosto molhado, que ele tomou a decisão:

"Chega dessa porra."

A CORAGEM DE ADMITIR O ERRO

Largar o que está dando errado é fácil quando o caixa está vazio.

O difícil é ter a coragem de admitir que você está no caminho errado quando o negócio ainda está dando dinheiro.

Ele precisou de uma força que não sabia que tinha para confessar para si mesmo: "eu errei a rota".

O orgulho e teimosia diziam para ele continuar, para forçar a agência a funcionar a qualquer custo, mas tudo já não fazia mais sentido.

Ele precisou de muita coragem para pedir ajuda.

Ele entendeu que não sairia daquele buraco sozinho.

Precisou admitir que o seu intelecto e a sua vontade não eram mais suficientes para consertar o estrago emocional que ele mesmo tinha causado.

Pedir ajuda foi o ato mais difícil da jornada dele, porque foi o momento em que ele finalmente deixou o ego de lado para salvar o que ainda restava de humano nele.

Ele lembrou de uma frase do Roberto Justus que serviu como o prego final no caixão daquele modelo de vida: "ninguém vende aquilo que não acredita".

Admitir o erro e buscar auxílio para se colocar nos eixos foi o que permitiu que ele se perdoasse.

O RETORNO

Hoje, esse homem é diferente.

Ele recuperou a diversão.

Escolhe os projetos que o interessam e entende que o sucesso não é um número no extrato bancário.

"Sucesso ter paz!"

Ele voltou a ter presença. Quando senta para tomar café, ele está lá por inteiro.

Não reza mais para que a segunda-feira demore a vir, porque cada dia agora tem um propósito que ele mesmo escolheu.

Ele aprendeu que o segredo não é apenas gerenciar um negócio, mas ser um humano presente que resolve problemas reais com alegria.

O SEU VERDITO

Agora eu te pergunto: você sabe qual é a sua missão nessa bola azul, chamada Terra?

Você se diverte com o que faz ou está apenas batendo cartão?

Se você sente que sua alma está gritando em outro lugar enquanto você finge que está tudo bem, você já quebrou.

Não espere o prato esfriar sozinho na mesa para perceber que você se tornou um fantasma na sua própria vida (e na vida da sua família) por falta de coragem de admitir que a rota precisa ser mudada.

O trabalho duro é necessário, mas o trabalho sem presença e sem alma é um suicídio lento.

Você teria coragem de pedir ajuda ou continuaria a fingir que controla um navio que já está afundando?

Obrigado pela leitura,

Evandro

Trilha sonora recomendada: The Rolling Stones - Start Me Up

GOSTOU DO TEXTO DO EVANDRO? Leia mais…👇

NEOP - Não Enfeite o Peru

NEOP - Não Enfeite o Peru

Você se sente no "quase lá" ou com medo de dar o próximo passo? Este é seu canto seguro, com causos e lições para você destravar sua ação e colocar seu produto digital no mundo.

Hoje (31/08) também tem Dose de Coragem na NEOP, assine e leia o texto completo.

Obrigada por chegar até aqui!
Confira os destaques abaixo.
Excelente semana!

O medo fala. A coragem escuta.
Viver com medo também é um ato de coragem.

Forte abraço,

Como você avalia a edição da newsletter hoje?

Seu comentário é minha melhor gasolina para escrever textos cada vez mais audaciosos.

Login or Subscribe to participate

👇🏻Conheça nossos parceiros 👇🏻

Uma IA que faz tudo!

Stop Paying for 10 Tools. One AI Does It All.

Most e-commerce sellers are running their store across 6 to 10 separate tools — and spending more time managing software than growing their business. StoreClaw replaces your entire stack with one autonomous AI engine that monitors competitors, optimizes listings, automates marketing, and tracks real profit across Shopify, Amazon, and beyond.

It doesn't wait for you to ask. It runs 24/7 in the background, so you wake up to a full dashboard instead of a list of things you forgot to check.

Connect your store, and StoreClaw gets to work — no prompts, no complex setup, no six-app stack.

Free to start. No credit card required.

🧡 Compartilhar é se importar

Compartilhe a Dose de Coragem com seus amigos no WhatsApp:

📩 Sobre a Newsletter Dose de Coragem

️ Escrita por Lúcia Madeira compartilhando experiências e histórias ao redor dos temas: Autenticidade, Vulnerabilidade e Coragem.

Reply

Avatar

or to participate

Continue lendo

View more
caret-right