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"Você é uma pessoa ansiosa?"
Na última semana fui surpreendida por essa pergunta.
Parei alguns segundos antes de responder.
Minhas mãos estavam firmes. Minha respiração tranquila. Mas minha mente viajou anos para trás.
Lembrei da criança observadora.
Da adolescente serena.
Da jovem adulta inquieta.
No início da minha carreira, a vontade de dar certo me empurrava constantemente para um lugar perigoso: a ansiedade.
Vieram as noites mal dormidas, as pernas inquietas, o cortisol elevado, o diagnóstico de hipotireoidismo e aquela sensação permanente de que eu precisava estar preparada para o próximo desafio.
Era como viver hoje tentando resolver problemas que talvez nunca existissem.
Até perceber que, se continuasse naquele ritmo, meu destino seria o adoecimento.
Foi quando decidi mudar de caminho.
Comecei uma jornada de autoconhecimento, autocuidado e cura.
Nesse processo conheci a teoria da Síndrome do Pensamento Acelerado, proposta por Augusto Cury.
Segundo o autor, nossa mente passou a receber um volume tão grande de informações e estímulos que começa a funcionar em velocidade excessiva. Quanto mais acelerado o pensamento, maior a dificuldade de descansar emocionalmente, manter o foco e aproveitar o presente.
Foi nesse momento que uma palavra começou a fazer sentido para mim: hiperpensante.
Talvez você também seja.
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Quando pensar demais se torna um peso

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O hiperpensante não consegue simplesmente viver uma situação.
Ele vive... e ao mesmo tempo analisa.
Interpreta.
Prevê cenários.
Calcula riscos.
Imagina conversas.
Ensaios.
Problemas.
Soluções.
Tudo isso antes mesmo de a vida acontecer.
É como assistir a cinquenta filmes diferentes sobre o futuro ao mesmo tempo.
Não é falta de inteligência.
Muitas vezes é justamente o contrário.
Pessoas altamente reflexivas costumam antecipar possibilidades, conectar informações e enxergar consequências com facilidade.
O problema é quando essa habilidade deixa de ser uma ferramenta e passa a comandar a vida.
Porque a ansiedade mora exatamente aí: na tentativa de controlar aquilo que ainda não existe.
A coragem de viver o agora

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Existe uma frase que gosto muito: “A vida só acontece no presente”.
O passado virou memória.
O futuro ainda é imaginação.
Mesmo assim, gastamos uma quantidade enorme de energia emocional tentando administrar os dois.
Talvez a maior coragem da vida adulta não seja controlar tudo.
Talvez seja confiar.
Confiar que você dará conta quando o momento chegar.
Confiar que nem todas as respostas precisam existir hoje.
Confiar que a vida será construída um dia de cada vez.
Percebi também que muitos dos meus arrependimentos nunca vieram por ter seguido o coração.
Vieram por ter deixado o medo decidir antes de mim.
O medo de errar.
O medo de decepcionar.
O medo de não estar pronta.
Enquanto isso, a vida seguia acontecendo.
Hoje tento fazer um exercício simples.
Quando minha mente começa a correr quilômetros à frente, eu me pergunto:
"O que realmente precisa da minha atenção neste momento?"
Na maioria das vezes, a resposta cabe nas próximas horas.
Não nos próximos cinco anos.
Um micropasso de cada vez

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Você deve estar se perguntando qual foi minha resposta para aquela pergunta inicial.
Respondi:
"Estou aprendendo a lidar. Diante da minha história, melhorei muito. Hoje me percebo muito mais presente."
Isso não significa que a ansiedade desapareceu.
Ela ainda aparece.
Mas já não conduz minhas decisões como antes.
Quando ela insiste em tomar conta dos meus pensamentos, lembro de uma frase que se tornou um mantra:
Um dia de cada vez.
Porque não vamos equilibrar todos os pratos.
Alguns vão cair.
E isso não significa fracasso.
Significa apenas que somos humanos.
No fim das contas, viver o presente talvez seja o maior ato de coragem que existe.
Porque exige abrir mão da ilusão de controlar o amanhã para experimentar, de verdade, o único tempo que nos pertence.
O agora.
E eu quero terminar com a mesma pergunta que abriu esta conversa:
Comenta aqui embaixo: Você se considera uma pessoa ansiosa?
Quero muito ler sua resposta.👇🏻
Obrigada por chegar até aqui!
Confira os destaques abaixo.
Excelente semana!
O medo fala. A coragem escuta.
Viver com medo também é um ato de coragem.
Forte abraço,

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✍️ Escrita por Lúcia Madeira compartilhando experiências e histórias ao redor dos temas: Autenticidade, Vulnerabilidade e Coragem.
