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Imagem criada com inteligência artificial (IA)
Faz um ano.
Um ano desde que apertei “enviar” pela primeira vez, com o coração na garganta, numa edição chamada “Recomeçar é Renascer”.
Era domingo à noite.
A Dose de Coragem ainda nem existia direito.
E já tinha alguém inscrito.
Uma pessoa.
Eu não havia divulgado para ninguém. A inscrição veio por indicação de uma newsletter que eu nem conhecia.
Lembro da sensação. Meu coração acelerou.
Alguém me achou.
Naquele instante, uma ideia que até então era só minha ganhou alguém do outro lado da tela.
E, junto com essa pessoa, veio uma responsabilidade.
Eu não sabia quem era.
Não sabia se abriria meus e-mails, se acharia meu conteúdo relevante ou se eu teria alguma coisa boa para dizer na segunda-feira seguinte.
Eu só sabia de uma coisa: eu tinha prometido aparecer.
E apareci.
Cinquenta e cinco segundas-feiras depois, estou aqui.
A primeira coisa que pensei foi: Nossa! Eu consegui ser constante em alguma coisa.
A segunda foi mais interessante: O que foi que me fez continuar?
Porque motivação nunca foi.
E certeza também não.
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A constância me encontrou no meio do caminho

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Essa foi a primeira vez na vida que consegui ser constante em um projeto só meu. Não a primeira vez que tentei. A primeira vez que consegui.
E isso me fez pensar em todas as vezes em que achei que precisava estar pronta para começar.
Quantas ideias ficaram pelo caminho porque eu ainda precisava pesquisar mais?
Quantos projetos ganharam nomes, pastas, planos e nunca chegaram ao mundo?
Eu conheço bem esse lugar.
Para quem hiperpensa, quase toda decisão vem acompanhada de uma reunião extraordinária dentro da própria cabeça.
“E se?”
“Será que?”
“Mas e depois?”
“E se eu estiver errada?”
“E se ninguém gostar?”
“E se eu começar e não conseguir continuar?”
A Dose de Coragem não eliminou essas perguntas.
Ela me deu 55 oportunidades de ouvi-las sem deixar que todas elas decidissem por mim.
Uma segunda-feira de cada vez
Essa é a parte que mais me emociona quando olho para trás.
Não houve um grande momento em que eu me tornei uma pessoa corajosa.
Houve segunda-feira. Depois outra e outra.
Um anúncio, uma imagem, um post na rede social, um nova edição.
Algumas vieram acompanhadas de inspiração.
Outras chegaram depois de uma semana difícil.
Teve cansaço, dúvida, vontade de fazer outra coisa.
Teve aquela sensação conhecida de abrir o documento e pensar: Sobre o que eu vou falar agora?
E também teve o contrário.
Semanas em que eu estava tão animada que poderia escrever três newsletters de uma vez.
A vida continuava acontecendo enquanto a Dose de Coragem precisava acontecer também.
Foi aí que entendi uma coisa sobre constância que nunca tinha conseguido experimentar na prática: você não precisa se sentir igual toda vez para continuar.
Você muda. A semana muda. A energia muda. O assunto muda. O medo muda de roupa.
O compromisso permanece.
E, de algum jeito, isso foi me ensinando a confiar em mim.
Não porque passei a acreditar que sempre saberia o que fazer, mas porque comecei a ter evidências de que conseguiria voltar.
A newsletter mudou porque eu também mudei

Uma brincadeira com a IA (kkk) - Imagem criada com inteligência artificial (IA)
Se você comparar a edição #001 com a #055, vai perceber que elas quase não parecem ter saído da mesma pessoa. As primeiras precisavam explicar. As últimas conseguem respirar.
Eu fui aprendendo a deixar uma história pequena ocupar seu espaço.
A confiar em uma frase. A cortar o excesso.
A não colocar uma teoria inteira em cima de uma experiência que já dizia muita coisa sozinha.
E talvez esse seja um dos presentes mais bonitos desse primeiro ano.
A Dose de Coragem começou como um projeto que eu queria construir.
Hoje, olhando para trás, percebo que ela também me construiu.
Cada segunda-feira deixou alguma coisa.
Uma história, uma pergunta, uma dúvida, uma descoberta.
Uma pequena prova de que eu conseguia continuar.
E isso vale mais para mim do que qualquer número.
Embora, sim, eu também esteja muito feliz de já ter passado dos 100 inscritos.
Porque aquele primeiro “alguém me achou” agora virou mais de 100 pessoas recebendo uma dose. E isso é lindo.
Um mapa para você
São 55 edições.
Se você está aqui desde o início, isso é quase um álbum de família.
Se chegou agora, talvez não saiba por onde começar.
Por isso, organizei as 55 doses em 8 caminhos: Fundamentos • Medo • Autoconhecimento • Relacionamentos • Mudança • Carreira • Histórias • Práticas
Não é uma ordem cronológica. É uma ordem de necessidade.
Você pode escolher o caminho que conversa com o que está vivendo agora.
Uma carta para a Lúcia de setembro de 2025

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Lúcia,
Você está prestes a apertar “enviar” pela primeira vez.
Vai dar medo. Você vai revisar mais do que precisa. Vai pensar se alguém vai gostar.
Vai se perguntar se tem assunto para continuar.
Vai descobrir que escrever uma newsletter toda segunda-feira é muito mais fácil de planejar do que de viver.
Também vai descobrir coisas que hoje você ainda não sabe.
Vai escrever sobre coragem e perceber que algumas das maiores lições vão acontecer enquanto você escreve.
Vai ter vontade de desistir em algumas semanas.
Vai pensar que ninguém está prestando tanta atenção assim.
E, curiosamente, isso vai ajudar.
Porque você vai perceber que continuar não precisa de plateia.
A primeira inscrita nunca abriu nenhum e-mail.
A newsletter que indicou a Dose de Coragem deixou de existir.
E, ainda assim, aquela inscrição continua sendo uma das coisas mais importantes que aconteceram no começo dessa história.
Porque ela colocou alguém do outro lado.
E você colocou a Dose de Coragem no mundo.
Um ano depois, eu só queria te dizer uma coisa: obrigada por ter apertado enviar.
O que fica depois de 55 doses
Se eu tivesse que guardar uma única aprendizagem desse ano, seria esta: não espere o medo terminar a frase para começar a sua.
Escute. Veja o que ele trouxe. Pergunte de onde veio. Faça ajustes quando precisar. Mas continue participando da conversa.
Porque algumas coisas só ficam claras depois que você se movimenta.
A gente quer garantias antes de começar. Quer saber se vai funcionar. Quer ter certeza de que está escolhendo certo. Quer enxergar o final da estrada antes de colocar o pé nela. Eu também.
Só que a vida não me deu esse privilégio. Ela me deu 55 segundas-feiras. E eu fui aprendendo a caminhar com o que tinha em cada uma delas.
Hoje, olhando para a primeira edição, sinto uma mistura de orgulho, carinho e uma pequena vontade de abraçar aquela Lúcia e dizer: Só vai.
Você não precisa saber como serão as próximas 55. Só precisa escrever a próxima.
Uma dose para você
Se você chegou até aqui desde a edição #001, obrigada por ter ficado.
Se chegou agora, seja muito bem-vinda, bem-vindo.
Você está entrando justamente na hora do brinde. São 55 edições. Oito caminhos.
Um ano de histórias, perguntas, medo, coragem, recomeços, microcoragens e algumas segundas-feiras em que eu definitivamente preferia estar dormindo.
Mas, antes de terminar, quero te fazer uma pergunta: Qual Dose de Coragem ficou com você?
Pode ser uma frase. Uma história. Uma edição que chegou na hora certa.
Uma coisa que você fez depois de ler.
Ou simplesmente algo que mudou dentro de você.
Me conta nos comentários. 👇🏻
Com carinho e, finalmente, um pouco de orgulho… rsrs
O medo fala. A coragem escuta.
Viver com medo também é um ato de coragem.
Forte abraço,

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✍️ Escrita por Lúcia Madeira compartilhando experiências e histórias ao redor dos temas: Autenticidade, Vulnerabilidade e Coragem.




